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terça-feira, 8 de novembro de 2011

O ódio de amar

Obrigada por chegar de mansinho e bagunçar minha vida. Falar o que eu precisava ouvir naquela tarde de inverno; eu com meu cachecol e o vento bagunçando meu cabelo, você com sua blusa surrada de moletom e um cigarro na mão direita. Eu contando sobre os dias difíceis e as conquistas de noites sozinhas e você lamentando pela prova mal sucedida da semana anterior. Tudo normal até eu ouvir um “calma, vai ficar tudo bem” seguido de um abraço. O mundo naquele instante parece ter parado e meu coração acelerado. Alguns segundos que transformaram-se em minutos, os melhores de muitos dias, os mais aconchegantes dos últimos meses.
Hoje eu odeio esses segundos-minutos. Odeio a forma como você meche no meu cabelo e do jeito que olha intensamente no fundo dos meus olhos. Odeio quando você me liga somente pra te tirar de suas encrencas e quando me manda sms de boa noite. Odeio suas risadas doces dadas ao lado de outras garotas e de como elas te acham simpático. Odeio ouvir você dizer que somos apenas grandes amigos e odeio mais ainda quando você me beija e este diz o contrario, mas, meu maior ódio é não conseguir te odiar. Almejo esse sentimento, pois assim eu poderei tirar aquele dia de inverno da minha mente e você será um passado sem muita significância pra mim. Por isso peço um gesto que possa aflorar esse novo sentimento em meu coração. Deixe-me livre dessa aflição que é amar quem não me ama.

Um comentário:

cherry disse...

amar que não nos ama é a dor que mais fortalece! Converta esse amor em amor próprio e mande esse "não amor" de vonta para o lugar frio!